Os documentários têm sido os patinhos feios do mundo do cinema. Poucas salas e pouca exposição mediática fazem com que alguns realmente muito bons fiquem um pouco esquecidos pelo público em geral. O críticos também tem a sua cota parte de culpa e aqui está o nosso pedido de desculpas oficial e prometendo que se algo de notável sair para o exterior com algum grau de interesse será postado aqui...
A guerra do Afeganistão tem sido alvo de muitos documentários, quer pela sua dureza, quer por ser um teatro de guerra em constante evolução. Aqui postamos os dois melhores documentários sobre a operação Afegã.

O primeiro documentário que aqui colocamos é "Armadillo"! Uma equipa de filmagens acompanhou um grupo de soldados dinamarqueses durante seis meses, quando estes foram colocados no sul do Afeganistão, na base que deu o nome à película. Os soldados, inexperientes no combate, descobriram-se a apenas 800 metros de posições talibans fortemente defendidas e em cada dia as patrulhas sofriam ataques. Devo realçar que as filmagens mostram tudo: combates, drama, terror, feridos e mortos e que a equipa que acompanhou os soldados arriscou tudo para trazer esta película sem cortes. O documentário é de tal maneira intenso que causou muita polémica na Dinamarca onde os soldados foram acusados de falta de compaixão e brutalidade pelos próprios conterrâneos. Vencedor do Grande Prémio da Semana da Crítica do Festival de Cannes, é um documento obrigatório para entender o que passam os homens naquele terreno que lhes é tão hóstil...

A base "Restrepo" nasceu em memória de Juan Restrepo, um soldado morto pouco tempo depois de chegar ao Afeganistão. O documentário com o mesmo nome, mostra-nos a vivência diária de um pelotão do exército americano no vale mais mortifero daquele país, onde mais soldados americanos caíram mortos desde o início do conflito. A equipa de filmagens ficou um ano junto dos homens do pelotão, vivenciando dramas e combates, fugindo a balas e explosões. No filme fica bem retratada a forma do exército de se aproximar das populações locais para obter benefícios, quer em convencer o povo da justeza da sua luta, quer em recolher informações sobre o paradeiro do inimigo. Um filme onde todo o exuberante comportamento americano está na tona da película e que ganhou o Grande Prémio do Juri do festival de Sundance. Além da importância do documentário aqui prestamos a homenagem a Tim Hetherington, um dos dois jornalistas que passou o ano com as tropas e que foi morto há poucas semanas em Misrata na Líbia juntamente com outro profissional Chris Hondros... Fui...
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